Entrando no desconhecido [Ep. 04]

    This site uses cookies. By continuing to browse this site, you are agreeing to our Cookie Policy.

    Papyrus: 80ª Edição

    • Entrando no desconhecido [Ep. 04]



      Entrando no desconhecido [Ep. 04]

      - Já era tarde da noite, mais uma vez eu sabia que dormiria ali mesmo ao invés de ir para casa... Verifiquei no Livro de Registros e, novamente, todos (exceto dois visitantes insistentes) já haviam ido embora e eu ainda estava ali. Seria eternamente grato por minha chave dourada abrir a maioria das portas importantes!

      - Será que não era demais ficar até tarde procurando respostas para perguntas que ainda nem tinham sido feitas? O trabalho dos últimos dias tinha consumido muito de mim, do meu intelecto e eu já duvidava que minha permanência seria longa se continuasse nesse ritmo.

      - Então mais uma de minhas loucas ideias invadiu minha mente! Era hora de conhecer as salas deles, quem sabe assim eu não saberia mais a seu respeito e, saberia como ajuda-los mais e aproximar-me mais... Era isso! Tinha que fazer!!!

      - Voltei a passos leves para a Redação, como se alguém pudesse me ouvir, estando eu só. Peguei minha chave e abri a porta que antecede minha sala. Limpa, cheirosa e extremamente organizada... Era uma linda sala que brilhava a luz do luar. Existia uma imensidão de livros grossos de gramática e estrutura linguística.

      - Ao voltar-me para a porta pude ler de relance Megar escrito delicadamente no bronze. Sua mesa, no centro do espaço, possuía diversos livros e papéis e, ainda assim, parecia organizada. Além de livros de astrologia, pude identificar um ou outro poema de autoria própria que me pareceram interessantes. Depois de lê-los, sai da sala e tranquei a porta.

      - Passei para o lado esquerdo do corredor, era a sala do Sacrifaice... Sua mesa estava com uma papelada interminável, uma mistura de projetos, rascunhos e matérias incrivelmente longas e divertidas. Passei um bom tempo ali... Tinha cheiro de casa, de aconchego, com certeza ele era igual a mim, no sentido de passar boas horas naquele espaço. Relutante, voltei ao corredor!

      - Por fim, era a hora do Elielton, ele estava bastante quieto desde a minha chegada (será que me conhecia da época em que era zelador?) e sua sala permanecia quase sempre fechada. O que será que encontraria ali dentro? Enfim, dei duas voltas na chave e voilà, a porta se abriu.

      - Parecia um grande museu... Pinturas requintadas estavam espalhadas pelas paredes e, nos cantos, algumas estátuas gregas famosas repousavam (onde será que ele conseguiu?). Livros e mais livros de filosofia e sociologia abertos, com anotações e marcações...

      - Em sua mesa haviam bastante notas com frases de poemas e bastante reflexões sobre a existência e a vida, ali era um lugar para exercitar o auto conhecimento, sem dúvida.

      - Quando me dei conta, o céu já estava clareando lá fora e já era quase manhã, eles deveriam chegar a qualquer momento e, eu não deveria estar ali!

      - Retornei ao meu aposento chamado sala e deitei-me numa das poltronas maiores, de três lugares. No fim, pude perceber as diferenças entre eles e, singelamente, sua igualdade. Daí percebi que não estava ali por mim ou simplesmente pelo trabalho, mas por eles e pelos leitores.

      - Concluí que todo o esforço valia a pena e, apesar de suas diferenças, todos eles são especiais!

      (Fim!)

      Escrito por Maicon Mad

      The post was edited 1 time, last by mata hari ().