Símbolos Nacionais

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    Papyrus: 80ª Edição

    • Símbolos Nacionais




      Símbolos Nacionais Portugueses (5)


      A Alma e o Destino do povo português é o que vos trago hoje como Símbolo da Nacionalidade Lusa. Estou a falar-vos do:







      É desconhecida a origem do Fado. Tanto pode ser proveniente dos cânticos dos mouros, como uma degeneração de narrativas sentimentais, com predominância dramática devida a transformações sociais ocorridas na Idade Média ou mesmo em outros géneros provenientes de danças angolanas ou de outros territórios. O certo é que a sua origem é ainda incerta mas é o resultado da fusão histórico-cultural que surge do caldo das culturas presentes em Lisboa, em meados do século XIX.

      Começaram por ser conhecidos os Fados ligados às fainas do mar pois eram cantados pelos marinheiros na proa dos navios, mas daí estendeu-se aos bairros mais pobres de Lisboa e invadiu mesmo os salões aristocráticos numa miscelânea de marginais e fidalgos.


      Alfredo Marceneiro



      Na primeira metade do século XX, o cinema, o teatro e a rádio projectaram o Fado para o grande público. Foi a época de ouro do Fado e dos fadistas. O Fado saiu das tabernas das vielas e recantos escondidos e invadiu os palcos e as luzes do cinema. Surgiram as Casas de Fado em Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa e os/as fadistas profissionais.

      Em meados do século XX o Fado conquistou o mundo e aboliu fronteiras políticas e linguísticas e é o Símbolo do nosso nacionalismo.


      Guitarra Portuguesa



      Nesta época, os artistas que cantam o fado trajam de negro e são acompanhados à guitarra portuguesa e viola. Cantam os sentimentos profundos que vão da alma e saem pelos lábios e que penetram na alma de quem os escuta. É o Fado que faz chorar as guitarras.

      Canta-se o sofrimento, a saudade do que já passou e dos amores perdidos, a nostalgia, a tragédia, a desgraça e as misérias da vida; a sina e o destino, a dor, o amor e o ciúme.

      Desta época (Fado clássico) há nomes que ficam para todo o sempre – Maria Severa, Carlos Ramos, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Fernando Farinha e tantos outros.


      Amália Rodrigues



      A transição para o Fado moderno teve como expoente máximo a grande Amália Rodrigues que popularizou o Fado com poemas dos grandes nomes da poesia lusitana desde Luís de Camões e José Régio, a David Mourão-Ferreira e José Carlos Ary dos Santos.

      Nesta senda seguiram-se outros fadistas como Carlos do Carmo, Maria da Fé, Dulce Pontes, Mariza, a muito recente Ana Moura e muitos mais pois é impossível nomear todos.


      Mariza


      Já no sec XXI o Fado, criado nas carências dos bairros urbanos, alimentado de vícios e a opressão do regime vigente, tornou-se num ícone musical e cultural de um povo que se orgulha de o exibir nos palcos internacionais como sua canção nacional. Já não é apenas a canção Símbolo de Portugal, mas um tesouro do mundo. Desde 27 de Novembro de 2011 o Fado está inscrito na lista do Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

      E Coimbra?


      Canção das Lágrimas - Serenata Festa das Latas e Imposição de Insígnias - Coimbra 2013


      O Fado de Coimbra não podia ser esquecido. Ligado às tradições académicas e origens trovadorescas da Universidade de Coimbra, tem estilo próprio e é cantado apenas por homens envergando os trajes académicos: Calças, batina e capa pretas. À noite pelas praças e ruas mais escuras da cidade cantam-se os amores dos estudantes e fazem-se serenatas às amadas.

      E muito fica por dizer em relação a este nosso Símbolo Nacional, mas por ora é tudo. Aguardo os vossos comentários sobre que tipo de Fado mais gostam.



      Nota 1: Não utilizei o Acordo ortográfico
      Nota 2: Imagens da Internet
      Nota 3: Vídeos do Youtube




      Redator(a): megar
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