Vila Ikariana ~> Fundeiro vs Lanceiro - Cap. 02

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      Vila Ikariana ~> Fundeiro vs Lanceiro - Cap. 02



      É uma estória fictícia, baseada no nosso amado jogo Ikariam, nos tempos da idade média.
      As histórias contadas não passam de mera imaginação da escritora.
      Qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.


      Capítulo 2 - O Recomeço.




      Burutus, líder dos Lanceiros, estava com muita raiva de Meca, líder da vila, e estava a pensar em planos para conquistar o vilarejo novamente.

      Para isto, eles precisariam de mais armas, e de um alcance maior ainda.

      Pensando na arma que os agricultores haviam criado, Burutus se reuniu com seus homens, que no momento não passavam de 17, sendo um curandeiro.

      Um deles, teve uma ideia, propulsionar as lanças, mas, ainda assim, o alcance das pedras dos estilingues era maior, pois o tecido lhe dava impulso.

      Alguns dos 'folgados' estavam a brincar em umas árvores, e se balançavam nos cipós, foi quando um deles, Arqueiro, que estava os observando teve uma grande ideia.

      De pegar os cipós e amarrar nos troncos dos lanças, cortar o tamanho das lanças e usar este arco para arremessar as lanças.

      Então, Arqueiro foi testar a ideia que teve.

      Passaram se dias e nada de sucesso.

      Burutus então ordenou que alguns homens fizessem incursões na mata para ver se encontravam algo que pudesse ajudá-los.

      Arqueiro, ainda não havia desistido, e depois de quase 50 dias, ele sem querer envergou as pontas dos cajados ao puxar demais o cipó e percebeu que desta vez as lanças arremessaram, não o suficiente ainda, mas era algo.

      Então, ele procurou por madeiras que pudesse esculpir de forma a ficaram mais próximas de um arco, até que finalmente, ele conseguiu criar um arco perfeito.

      Com a nova arma em mãos, Arqueiro foi correndo até Burutus para lhe mostrar. Burutus ficou impressionado, e começou a organizar o próximo ataque à vila de Meca.




      Entretanto, ainda era necessário aguardar os homens que foram na expedição, pois cada homem fazia falta.

      Passados alguns dias, os homens retornaram, todos abatidos e com o medo estampado em seus rostos.

      Burutus então inquiriu Fuzi, um de seus melhores homens, sobre o que havia sucedido, que passou então a contar.

      Foram alguns dias de jornada, escalando, escorregando, até que encontraram uma cachoeira maravilhosa.

      Todos se banharam, e beberam daquela água puríssima.

      Estavam todos maravilhados, e nem imaginavam que aquele manancial tinha dono, ou melhor, donos.

      Os homens se cansaram e foram deitar na sombra de uma arvore próxima, e apenas o filho de um deles ficou nadando ainda.

      Depois de um certo tempo, ouviram-se gritos, e eles se esconderam.

      Então, Espada, pai do guri, lembrou que o filho estava na cachoeira e correu em seu encontro, mas ao chegar, não encontrou seu filho, apenas sangue e algumas pegadas.

      Espada chamou os outros homens e seguiram as pegadas, não muito longe dali, se depararam com uma vila, cheia de homens armados.

      A aparência deles era rude, e o tom que usavam era de pessoas arrogantes, para eles, uma boa luta era tudo que importava.

      Amarrado num tronco, estava o filho de espada.

      O primeiro impulso do pai foi em acudir o filho, mas já era tarde demais, não havia mais salvação.




      Espada queria vingar a morte do filho, mas como? como que eles iriam enfrentar aqueles homens fortemente armados?

      Todos retornaram para a praia.

      Espada estava inconformado, ele precisava fazer algo, ele tinha que vingar a morte do filho, mas como? eles eram apenas 16, contra uma aldeia inteira.

      Arqueiro, mostrou a nova arma para Espada, ele então pensou, ninguém estará seguro enquanto aqueles homens existirem, precisamos de mais homens.

      Espada foi até o encontro de Burutus e revelou o plano dele.

      -Burutus, ninguém está seguro, nem nós e nem o pessoal da Vila, precisamos unir forças com eles, disse Espada.

      Burutus, ainda com orgulho, disse que de forma alguma haveria uma união com a Vila de Meca, ele preferia achar um esconderijo que pedir ajuda.

      Espada revoltado, se rebelou contra Burutus e foi pedir ajuda de Meca.

      Ao chegar na Vila, Espada foi impedido de entrar, mas implorou para conversar com Meca.

      Meca, após ouvir os relatos de Espada se reuniu com todos para pensarem no que fazer.

      Todos acharam que era um plano de Burutus para tomarem a vila novamente, mas Meca viu o desespero no olhar de Espada, assim como muita revolta e um olhar de quem almeja vingança.

      Meca então decidiu que iria com Espada até a aldeia que encontraram para ver se o que Espada falava era a verdade.

      Depois de alguns dias na mata, chegaram na aldeia, e Meca pode constatar com seus próprios olhos o que Espada lhe relatara.

      Meca ficou espantado e então retornaram para a vila.




      Ao chegarem, Meca reuniu todos e disse:

      -Meus amigos, tudo que Espada disse é verdade, aqueles homens são bárbaros, é a melhor descrição que posso fazer deles, precisamos pensar em nossas defesas, elas tem de ser melhoradas, não aguentaremos se eles nos encontrarem. Precisamos de treinamento, e Espada, destemido e corajoso, irá nos treinar para enfrentarmos eles, pois isto é inevitável.

      Alguns não gostaram da ideia, mas confiavam demais em Meca e seguiram suas ordens.

      Espada foi eleito o General da Vila por Meca, e ficou responsável de treinar os homens para o combate.

      Espada, conseguiu convencer Meca de que uma União com Burutus era indispensável, ao passo que Meca concordou e autorizou-o a falar com Burutus em nome da Vila, mas advertiu-o de que, o pessoal da praia seria de responsabilidade dele.

      Espada assim que encontrou com Burutus lhe relatou o últimos acontecimentos, ao passo que recebeu a seguinte resposta.

      -Espada, meu amigo, como espera que voltemos a Vila depois de tudo que passou?

      -Burutus, todos lá tem ciência disto, mas, agora está em risco a segurança de todos, incluindo dos vossos filhos.

      Burutus ponderou, não queria aceitar de forma alguma, até que Arqueiro se manifestou a favor da união, e com isso, todos concordaram que era o melhor a se fazer.






      Contudo, Burutus ainda estava irredutível, porém, todos começaram a seguir Espada em direção a vila, e quando perceberam Burutus os seguia de longe.

      Todos foram bem recebidos na Vila, mas Burutus ainda estava revoltado, e em seu coração só pensava em se vingar de Meca, foi então que pensou em se aproveitar da situação, se submeteria agora, para no futuro tomar o poder de Meca.

      Meca ao receber Burutus lhe disse:

      -Burutus, não acredito que está aqui, achei que todos viriam menos a ti, sei que sente muito ódio por todos nós daqui, e principalmente de mim. Quero que saiba, que apesar do que nos fez, o mal que está por vir é muito pior. Ninguém queria você aqui, mas, o que me fez refletir foi que, apesar de tudo que nos fez passar, os dias de escravidão, você pelos menos tratou dos doentes, o que esses bárbaros não fazem.

      Burutus ficou surpreso como as palavras de Meca lhe tocaram, no entanto, lá no fundo, ainda havia um ressentimento, um desejo de vingança.



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      Publicada Originalmente no Jornal 'O Ikariano', na edição 104, da Comunidade Ikariam.Br.
      Link direto: board.br.ikariam.gameforge.com…iro-vs-Lanceiro-Cap-02-2/
      Redator(a): Lenneth.
      Chefe de Redação: mata hari.






      Redatora: Lenneth.
      Chefe de Redação: mata hari

      "Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar..."

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    • No fim quero ver se ficam todos na paz dos anjos como está o nosso Ika :saint: :lol:

      ... ou não :minigun: :chainsaw: :missilelauncher: :rocketlauncher:

      Parabéns pelo conto Lenneth
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      Quanto Tempo o Tempo tem
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      Eu não tenho inimigos, tenho fãs revoltados


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