UMA HISTÓRIA DE NATAL

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    Papyrus: 81ª Edição

    • UMA HISTÓRIA DE NATAL



      UMA HISTÓRIA DE NATAL

      Fim de tarde, boquinha da noite
      com as primeiras estrelas
      e os derradeiros sinos.

      Entre as estrelas, e lá atrás da igreja,
      surge a Lua cheia
      para chorar com os poetas.

      E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
      o Sol e as crianças

      As três estrofes acima, - que abrem o poema "O mundo do Menino Impossível", com que Jorge de Lima anunciou sua adesão ao Modernismo - não sei por que, não saem da minha cabeça. Elas me fizeram lembrar de uma história, uma pequena história, contada tantas vezes por minha mãe quando era criança, uma história que não ouço há tantos e tantos anos, e o livro de onde ela lia essas histórias se perderam no deslocar do tempo. Mas como toda magia de uma boa história, ainda tenho grafadas na memória a sua mensagem.

      Era uma vez... A muito, muito tempo, quando ainda não existia a bicicleta, nem o velotrol nem a motocicleta, num fim de tarde, o Sol se espraiava no horizonte, deixando para trás apenas a Lua, inspiração dos casais e dos grandes poetas. Lá em cima, na colina por sobre o luar, atrás de uma pequena igreja, relampejou, no exato átimo em que o olhar dela encarou o dele. O relâmpago pareceu cortar o céu, pois uma estrela caiu do firmamento!

      O casal observava atônito e encantado, daquela única estrela surgiu outra, e mais outra até que no céu surgissem sete estrelas. Apertaram as mãos, já entrelaçadas, aquelas sete estrelas poderiam simbolizar tantas coisas. Já era noite, o Sol havia se escondido no horizonte, e agora sob a luz do luar, o espetáculo que se apresentava no céu ficava ainda mais lindo, símbolo de todo o seu amor, princípio da vida. Então uma estrela, a maior delas, a primeira que escapara do firmamento, disse assim: Não confundas teu coração desejando saber o que fala as estrelas. As estrelas falam a cada um o que ele quer escutar.

      Neste momento, eles separaram as mãos. - Faça um desejo amor, entrega-o aos céus, à luz das estrelas. Pois esta luz poderá ser canal de conduto, aquele ponto capacitado para realizar o teu sonho.

      Ainda assim, voltou a dizer a estrela no céu, este sonho só será concretizado se nele estiver contido o orvalho da manhã a lágrima da emoção e a semente do amor.

      Então a mulher fechou os olhos e fez seu pedido na certeza de sua concretização. Pois nele estava a semente do amor, da esperança e da paz que ela pedira para germinar entre os povos.

      Em seguida uma estrela muito especial, surgida no horizonte, iluminou o nascimento de um menino, filho daquela mulher que um dia disse sim. E a terra encheu-se de glória! Pois com Ele veio a Luz da Esperança, do Amor e da Paz, para iluminar o coração da humanidade.

      Redator(a): Soul
      Editor(a): Maicon Mad
      Chefe de Redação: Alem da Lenda

      A anarquia ostenta duas faces.
      A de Destruidores e a de Criadores.
      Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem Mundos Melhores.

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